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19/11/2008 14:13
VESTIDA DE HUMANIDADE
by Betha M. Costa
Ah, negra aura da chama humana,
Que me mantém mui distante,
Do que a alma clama à divindade!...
Carrego essa nódoa no peito,
Despeito de todo dom e bem,
Invejo o que os anjos têm.
Sou humanamente divina,
E de dentro dos meus erros,
Sucumbo a Eros e seus apelos.
Cobiço o homem que amo,
Com olhos de Demo o chamo,
E queimo em luxúria e vaidade.
Vestida de pouca castidade,
Com a pureza de uma louca:
Consciência do mal em mim é pouca.
enviada por Betha M. Costa
17/11/2008 20:45
PARA QUEM AMOU SEM SER AMADO
by Betha M . Costa
Um grande tapete florido e belo,
Tingido pela vermelha paixão,
Para essa louca rainha sem castelo,
Expuseste o teu nobre coração.
Com ouro puro, do mais amarelo,
Respeito, carinho e muita atenção,
Beijos, doces olhares em anelo,
Ungiste-a de mágica poção...
Deste-lhe a tua vida, amor em elo,
Tanto apego, zelo e dedicação,
Aos teus bons olhos: só desilusão.
Bela na aparência, jeito singelo,
O peito era só fel e perdição,
Amar sem ser amado: maldição!
enviada por Betha M. Costa
16/11/2008 18:56
DUETO CONHECIDO
by Betha M. Costa
A flecha é um dedo curvo
Acusando o nada de coisa alguma
Cuspo desculpas
Lençol guarda a marca
Do amor de ontem
Despedaço em culpas
A divindade é mão que não me acaricia
Cales digo eu
Cales dizes tu
Calem-se: dizem muitos!
Gritamos!
Gritamos!
enviada por Betha M. Costa
09/11/2008 20:27
BORBOLETA DOS JARDINS
by Betha M. Costa
Para a amiga escritora lusa
Vóny Ferreira
Borboleta da solidariedade,
Em metamorfoses constantes,
Pousas nas flores da amizade,
E polinizas jardins gigantes.
Solta e vaga, vagas nos jardins,
Entre humanos e querubins,
Tu és Fada do bem e bondade,
Não enxergas lados ruins...
Solidária e algo infantil,
Dói-te pelos teus amigos,
Ora assumes leve ar hostil,
E em tuas asas lhes dás abrigos.
Colorida borboleta lusa,
Meu afeto e respeito,
Posso ser algo obtusa,
Mas tens aqui amigo peito!
enviada por Betha M. Costa
08/11/2008 13:16
NO TEU BIGODE
by Betha M. Costa
Para meu amigo luso em França
Alberto Fonseca
Humor que a alguns espanta,
Versatilidade, alegria e dom,
Amizade, tudo de bom:
Aquece-nos morna manta.
Nos fios do teu lindo bigode,
Enrolei-me de mil carinhos,
Ave amazônica que tudo pode,
Nesse coração luso teci ninhos.
Tens clareza e modos gentis,
Há romantismo nos teus versos,
Doce sensualidade... Flor-de-lis!
enviada por Betha M. Costa
06/11/2008 19:35
BRASILEIRA EM TOMENTO
by Alberto Fonseca
Ò minha Bethinha
Que linda que és
Tu és tão lindinha
Mas não te vejo os pés.
Eu vejo o teu rosto
Lá no teu avatar
Muito bem exposto
Tu estás de encantar.
Eu vejo os teus olhos
Que me parecem traquinas
De lábios pimpolhos
E nariz de menina.
Com o teu sorriso
Logo pela manhã
De ver eu preciso
Teus lábios de romã.
És grande poetisa
Tens a poesia nas veias
E tão bem tu precisas
Os versos em cadeia.
Mas tu tens um defeito
De brasileira em tormenta
Ou então até te dá jeito
De te fingires ciumenta.
Já estou mesmo a ler..
-Então? não há nada para nós?
Senhoras não pode ser!!!!
Vocês já são avós!
============
Texto escrito pelo meu amigo português "em França".
Obrigada Alberto!
enviada por Betha M. Costa
02/11/2008 12:47
BEIJO DE MORFEU(indriso)
by Betha M. Costa
Entregue a Morfeu e seu beijo,
Entre assustada e confusa:
Manchei-o de batom carmim.
Querubins e Serafins com harpas,
Cânticos de mil passaradas,
Despertam-me madrugadas...
Ó, que horas são meu Deus?
Morfeu libertou-me os lábios!
enviada por Betha M. Costa
29/10/2008 17:42
MAGIAS DO VIVER
by Vóny Ferreira e Betha M. Costa
Não sei dizer de fadas, duendes,
Seres elementares ou imaginários, (Betha)
A povoar minha mente demente...
Enlouqueci, que horror, que faço aqui?
A minha imaginação prega-me ciladas
Duendes? Não vejo
muito menos fadas, (Vóny)
E os caminhos floridos eu esqueci
Alço vôo nas asas longas e curvas,
De um Pégaso branco apaixonado,
Até cair em suas águas prateadas, (Betha)
E banhar-me de loucas magias.
Ensina-me, amiga, como se faz
Hoje eu me sinto um pouco perdida
A águas onde me banho estão geladas (Vóny)
Ensina-me, amiga, essas magias
!
Um punhado de verde loucura,
Um abraço bem apertado,
E do alto de um cavalo alado, (Betha)
Espalham-se pozinhos de ternura!
enviada por Betha M. Costa
15/10/2008 14:15
POEMA DISPERSO
by Betha M. Costa
Sinto a canção do mar,
Voz das ondas,
Na praia arrebentar,
Até despertar o sol...
Ando a solta e solitária,
Passos cansados,
Olhos perdidos na utopia,
Desconheço noite ou dia.
Ah, a algazarra das andorinhas!
Tão belas e pequeninas:
Herança do verão passado,
A alimentar o meu peito.
De dentro das bocas de fogo,
A engolir meus pensamentos,
Em lamentos aos céus,
Grito no epicentro: vivo!
enviada por Betha M. Costa
13/10/2008 18:02
O HOMEM DA RUA
by Betha M. Costa
O homem que caminha na rua,
Tem na pele dobraduras de rugas,
Queimaduras que o tempo lhe deixou.
No corpo enfraquecido e encurvado,
O peso dos anos sobre a coluna,
Também carrega a vontade de viver...
Seus olhos experientes, altivos e vivazes,
Ainda fechados enxergam mais longe,
Que lhe permitem o azul das cataratas...
Arrasta-se com passos curtos e lentos,
Por que nessa vida já correu demais,
E agora já não adianta ter pressa...
O homem que caminha na rua,
É hoje chamado velho caduco,
Por que caducou a paciência dos jovens.
enviada por Betha M. Costa
08/10/2008 13:18
POR UM FIO
by Betha M. Costa
Vivo na Terra que crio!
Fio o mundo que invento,
Corre vento, criança, primavera,
Quimera que de tão real,
Povoa cada estação do ano,
Como pano de fundo da história,
Que é minha, tua: nossa lua.
Nua... Nua... Feito a alma da gente,
Quando inocente dorme,
Depois de um momento de amor.
enviada por Betha M. Costa
02/10/2008 20:29
UMA MULHER VESTIDA DE ONIX
by Helen Dante
Eis que surge pelas veredas das pedras
Uma mulher iluminada por Saturno
A filha das forças do Tempo - Cronos
Mediando o fluxo das correntes astrais
Nos seus cabelos negros brilhantes como a noite
Traz uma coroa de ônix, cravejada com safiras indigo
Com o olho que tudo vê no centro desta relíquia
Como conhecedora do mundo visionário de Maya
Ela sabe que tudo que parece real pode ser ilusão
No mundo das manisfestações fenomênicas e terrenas
Está vestida de cetim negro, mas que cintila o índigo
Conforme movimenta seus passos para o futuro
Na sua mão direita traz um Caduceu de marfim
Com uma esfera esplendorosa de mercúrio líguido
Apontado para a terra, seu elemento de origem
Quando atravessou os portais da sua criação
Sua força transfere a percepção consciente para seu Eu Superior
Na sua mão esquerda traz a nossa energia vital
Num báculo translúcido refletido pelo Sol
E pelo pentagrama do seu anel de cristal
Uma corrente prateada desce do seu pescoço
Até seu plexo solar com um simbolo cabalistico
Representando a Árvore da Vida em elevação
Passeia descalça por uma floresta efeitada
Com cachos de uvas e tulipas negras
Anunciando a chegada da Primavera
Como uma Deusa da Fertilidade desta quimera.
*dedico este poema para minha querida Betha, minha madrinha aqui no Luso. Beijo Amiguxa! Te adoro hoje e sempre!
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Agradeço a Helem a grandeza do coração e trabalho que teve ao fazer esse texto que é um rascunho muito melhorado de mim.
Bjins amiga!
enviada por Betha M. Costa
27/09/2008 14:32
UM POEMA DE AMOR
by Betha M. Costa
Traze-me os olhos do meu amor,
Pois os meus são duas velas mortiças,
Incapazes de clarear as suas ausências,
E sem eles eu nada enxergo,
Sou cega pecadora perdida nas sombras...
Não te apiedes da solidão da minha boca,
Pela falta do calor dos seus beijos,
Nem dos orvalhos de girassóis,
Depositados sobre meus lábios frágeis,
Que ressecados de paixão estão feridos...
Enchas os vazios das minhas mãos,
Para que elas esqueçam o contorno,
O morno do seu conhecido corpo,
Sobre o qual deslizavam profanas preces,
Em penitentes rosários damores!
E se do que te peço nada consegues,
Entregues o cargo a quem de direito!
Ele há de curar-me desse inverno,
Com olhos, lábios, mãos fortes e sábias,
Cantos de sabiás a anunciar primaveras!...
enviada por Betha M. Costa
18/09/2008 19:51
MÃE DA PRIMAVERA
by Betha M. Costa
Adubarei de amor a terra macia,
Para as rosas da primavera,
Aquelas que brotam do afeto,
Quimeras a ornar meus jardins...
Aguardarei suas delicadas pétalas,
Tingirem-se com cores da vida,
Espalharem olores nos campos,
E abrirem os horizontes dos meus sonhos.
Com mãos de carinho de mãe,
Afagarei com cuidado aquela bela,
Que um dia próximo ou distante,
Há de ser aconchegante útero,
Onde dormirei o derradeiro sono.
enviada por Betha M. Costa
14/09/2008 19:04
ASSIM FORAM NOSSAS MÃOS...
by Betha M. Costa
Gêmeas das mais unidas,
Munidas de mil carícias,
Aquecidas se doavam,
Guiavam-nos e guardavam-nos,
Um ao bem estar do outro.
Selavam pactos de amores,
Acenavam breves adeuses,
Eram quatro grandes Deuses,
No antigo Totem Sagrado,
Chama do Espírito de nós dois...
Aos nossos doridos prantos,
Foram doces descansos,
Remansos de nossas feridas,
Feito de macias fibras,
Vibravam em nossos peitos,
Como um só coração.
Nos tristes embalos dos dias,
Embargos de desmedidas horas,
Auroras viraram tempestades,
Vontades tomadas de medos:
Dedos se apartaram da adoração!
enviada por Betha M. Costa
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